quarta-feira, 6 de março de 2013

Muito Além do Serra Dourada


Me recordo muito bem quando há uns dez anos atrás acompanhava jogos de Basquete no saudoso Ginásio Rio Vermelho, era o Universo/Ajax, time goiano que disputava ligas nacionais e sul-americanas, figurando rotineiramente entre as melhores equipes do país. Nunca vou esquecer, vi em quadra a maior lenda do basquete nacional, Oscar Schmidt.
Adeptos do basquete ou até mesmo curiosos pelo sucesso da equipe, lotavam o ginásio, principalmente nas fases de playoffs, era uma festa, a equipe conseguiu o terceiro lugar dois anos consecutivos, 2003 e 2004. Se voltarmos bem mais pra trás, vamos descobrir que a tradição do basquete goiano é antiga, vem desde o Vila Nova da década de 70, campeão nacional em 1973, campeão sul-americano em 1974 e terceiro colocado no mundial de basquete do mesmo ano. Fato é que o estado de Goiás tem tradição em outros esportes, não apenas no futebol, algo que está meio perdido desde o fim do Universo/Ajax (atualmente funciona como escolinha de basquete) .
Se no Basquete, aparentemente, ficaremos órfãos por um bom tempo, o mesmo não se pode dizer para o Voleibol. A equipe do ALFA/Monte Cristo está na liderança de seu grupo na Super Liga B, e joga entre os dias 07 e 09 de março a última rodada da fase de grupos do campeonato. Já garantido nas semifinais do campeonato, o Monte Cristo luta para garantir a primeira posição do grupo do A. Mesmo com pouca divulgação e jogando em um ginásio acanhado (Sesi Ferreira Pacheco), a equipe goiana jogou entre o dias 22 e 24 de fevereiro na capital goiana, obtendo duas vitórias e uma derrota.
Ainda é pouco, porém, pelo andar das coisas, Goiânia caminha para ter uma equipe na Super Liga A de Vôlei Masculino, o que seria muito bom para a cidade em si, mais eventos, entretenimento esportivo para a população. Com investimento maciço, bons pensamentos de marketing, desde a divulgação até a composição do elenco, Goiânia ganha e muito com o crescimento do Vôlei na cidade. Temos dois grandes Ginásios, que comportam grandes jogos, são eles, o Rio Vermelho, já citado, e o Goiânia Arena, pois é, ele não é só pra festa, é um complexo esportivo, muito mal utilizado, diga-se de passagem.
Que as federações, o governo e a iniciativa privada apoiem o esporte de alto rendimento em Goiás, além do entretenimento e da importância que o estado ganha esportivamente, temos o papel principal, que é despertar nos jovens o interesse pelo esporte, a vontade de praticar, de ver. Para isso, é claro, que políticas conjuntas entre governo, equipe e patrocinadores devem ser trabalhadas, para levar o esporte até as escolas, até as camadas populares da cidade. Quanto mais esportes tivermos acesso, melhor para a cidade, melhor para população. Não só o futebol, a questão é geral, que tenhamos mais Vôlei, Basquete, Handebol...Esportes.

Página do Monte Cristo: http://www.voleimontecristo.com.br/



segunda-feira, 4 de março de 2013

O FUTEBOL É DO POVO!


Poucos devem saber que torcida é essa que ilustra este blog, pois bem, começarei meu primeiro texto citando a maior média de público da Europa, do Borussia Dortmund, clube alemão, de uma cidade com pouco mais de 500 mil habitantes, com média de público superior a 80 mil pessoas, pasmem. Dito isso, pensem que a Alemanha é um dos países mais desenvolvidos do mundo, e que por isso os preços de ingressos para jogos de um clube de primeira divisão devem ser há preços exorbitantes (como exemplo, a Inglaterra), mas não, o Borussia, clube tradicional, atual bi campeão nacional, cobra de seus torcedores preços que variam de 9,30 a 50 euros (24 a 129 reais) para não sócios, e para quem, por exemplo, compre os ingressos de todos os jogos em casa do Campeonato Alemão, os ingressos custam de 5,50 a 40,30 euros.
  Pegamos um avião, atravessamos o atlântico, chegamos ao Brasil. País que em breve irá abrigar a maior festa do futebol mundial, a Copa do Mundo. Imaginem, final de semana, sol, Rio de Janeiro e São Paulo, três clássicos, em campo seis grandes clubes brasileiros, estádios com capacidade para mais de 45 mil pessoas, festa no "país do futebol". Realidade, três clássicos, as duas maiores cidades do país, menos de 20 mil torcedores nos três jogos. É óbvio, evidente, um país onde a maioria da população é de pessoas pobres (ou vocês ainda acreditam no saudoso BOOM econômico e na "ascensão" da classe c?), e cobra de seus torcedores mais de 40 reais em uma partida de futebol? Os cartolas no mínimo são ingênuos, agem de má fé ou são pouco inteligentes (adoro essa expressão), acredito em um pouco dos três, claro.

 O fato é que o futebol brasileiro vive a desilusão da profissionalização do futebol, onde por exemplo, o Fluminense resolve aumentar o preço dos ingressos, para assim, pressionar seu torcedor a se associar ao clube, uma bela jogada marketing, de deixar os estudiosos do marketing esportivo estarrecidos (na verdade, rindo de tamanha burrice), o resultado da brilhante ideia é fácil, menos de 20 mil pessoas em um jogo de Libertadores, campeonato que todos o clubes da América sonham conquistar. Como nem tudo são sombras, deixo a ressalva para a Copa do Nordeste, onde há preços no mínimo aceitáveis, temos a maior média de público do futebol brasileiro nos últimos anos, em campeonatos estaduais/regionais, cerca de 8 mil pessoas por jogo em média (longe do ideal), mas como exemplo, tivemos o jogo do Ceará frente o Asa de Arapiraca, com mais de 52 mil pessoas e ingressos na faixa de 30 reais. E ao clássico do norte brasileiro, paraense, Paysandu e Remo, mais de 40 mil pessoas.

  Alguém deve intervir, seja a Presidente Dilma, os torcedores consumidores ativos do esporte, quem quer que seja e possa. O futebol brasileiro tem que fugir da elitização, por diversos fatores, dois são básicos, as condições econômicas do país e de sua população e principalmente, a retirada do futebol das camadas populares, o que tira e muito a alegria, a festa, o riso dos estádios. Lembrando que elitização é diferente de profissionalização, o exemplo está no início do texto, com o Borussia Dortmund. Parto da premissa que o futebol não é teatro e o torcedor não é espectador. Termino meu primeiro texto como comecei: O FUTEBOL É DO POVO!




O INÍCIO!



     Sempre tive a vontade de criar uma página, onde eu pudesse escrever e opinar, compartilhando minhas visões sobre aquilo que considero a maior invenção do ser humano, o ESPORTE. Pode parecer meio estranho, dizer assim categoricamente, que o esporte é a maior invenção do ser humano, porém parto da ideia de que, existem poucas atividades humanas que mexam com tantas emoções ao mesmo tempo, seja com algumas, várias ou milhares de pessoas. Seja praticando, acompanhando, ou até torcendo desesperadamente. Logo, por achar que o ser humano é movido por suas emoções, considero o esporte o maior potencializador (ou catalizador) dessas emoções.
     No blog, estarei opinando sobre acontecimentos do meio esportivo, desde o esporte universitário, passando pelo âmbito nacional, até o internacional. É claro que o esporte mais comentado será o futebol, por ser o que mais acompanho, sei mais de suas regras e variações (táticas e técnicas), e principalmente, por ser o esporte que sou realmente apaixonado. 
     Então é isso, tentei sintetizar ao máximo (talvez, muito mesmo), o motivo do blog e as minhas intenções com ele, espero e pretendo ter assiduidade com as postagens. E claro que quem leia, opine, se manifeste, xingue ou mande qualquer tipo de opinião, essa será aceita, e por que não, discutida.