terça-feira, 20 de maio de 2014

Serra Dourada às moscas, a culpa é da diretoria


Álvaro de Castro


O Goiás não jogava em Goiânia desde o dia 16 de abril. O empate em 0 a 0 diante do Botafogo da Paraíba, resultou na desclassificação do verdão na Copa do Brasil. De lá para cá, o clube esmeraldino começou a disputar o Brasileirão, mas devido a uma punição do Campeonato do ano passado, o Goiás fez suas primeiras partidas longe de casa. Após um bom inicio e a terceira colocação momentânea, a esperança dos torcedores começa a ressurgir. Entretanto, na última segunda-feira, 19 de maio, a diretoria esmeraldina apunhala seu torcedor pelas costas, mais uma vez.
Com 50 reais a arquibancada, e 80 reais as cadeiras, não há promoção que faça o torcedor ir ao estádio. É surreal imaginar que após apenas cinco rodadas, com um time que todos sabem ser mediano, em um campeonato com um nível técnico horrível, esses preços sejam praticados pela diretoria do Goiás. Nenhum tipo de explicação se faz plausível diante dessa atitude. Essa era a hora do ingresso girar em torno de 10 reais, no máximo. E assim, o torcedor abraçasse o time nesse bom momento do campeonato, o que, tristemente, não foi feito.
Não serve como desculpa que esse preço é praticado para forçar o torcedor a ser sócio do clube. isso seria pior ainda. A falência do futebol, o torcedor sendo tratado como objeto, um reles produto. Os profissionais do clube estão lá para pensar em medidas para gerar receitas. Fazendo com que os preços fossem menores.

Na próxima quinta-feira, dia 22 de maio, o Goiás entra em campo para a partida diante do Santos, após mais de um mês sem jogar no Serra Dourada. Faço uma aposta. Podem cobrar depois do jogo. Nas arquibancadas do principal estádio goiano, não haverá mais que sete mil pessoas acompanhando o seu time. E todo esse desprestígio que o time teoricamente vai sofrer ao ver as arquibancadas vazias, tem apenas um culpado. Esse é a diretoria do Goiás Esporte Clube, que parada no tempo, ainda acha que o Goiás é o clube da chamada "elite" goiana. Pobres cartolas.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Alan Kardec é o de menos

                                                Alan Kardec é o de menos

Álvaro de Castro


O assunto Alan Kardec encheu as páginas dos noticiários esportivos nesse final de semana, a briga entre Palmeiras e São Paulo foi declarada. Coletivas de imprensa, entrevistas há canais esportivos, notas oficias, um milhão de informações para o caso de um jogador mediano. Sim, mediano. Que o centro avante ajudou e muito o alviverde, é inegável, porém a briga entre palmeirenses e são paulinos pelo atleta é desnecessária. E pra piorar todo esse imbróglio, tem acobertado o principal problema do Palmeiras no ano de seu centenário: a deficiência tática do time.

Ao observar a escalação do Palmeiras na partida de sábado contra o Fluminense, pouco me atentei ao fato da saída de Kardec. O que mais me impressionou foi a omissão de Gilson Kleina na escalação do time. Pelo segundo jogo consecutivo o técnico palmeirense usou a dupla de volantes Marcelo Oliveira e Josimar, dando mais liberdade a Wesley, soltando Valdivia, Maquinhos Gabriel e Leandro. Soltando teoricamente, porque no time de Kleina, todos marcam atrás da linha da bola, e a saída pro contra ataque é quase nula.

Nula, pois não tem com quem a bola saia com qualidade, Wendel é um quebra galho, Juninho não tem boa saída e a dupla de volantes Josimar e Marcelo Oliveira não conseguem fazer a bola rodar, são jogadores de marcação, somente isso. No futebol praticado hoje em dia pelas principais equipes do mundo, essa espécie de volante, líbero, jogador de raça e marcação, está caindo em desuso. Pegue a escalação dos principais times do mundo, teremos duplas de "volantes" como Pirlo e Pogba, Modric e Xabi Alonso, Lahm e Kroos. Quanta diferença.

Ao todo, o Palmeiras errou mais de 50 passes durante a partida diante do Fluminense, o time marcava, e quando tomava a bola, de duas uma: entregava de volta com um passe errado ou tocava para Valdívia, que sem nenhuma opção ofensiva, já que todos marcam atrás da linha da bola, o chileno não tinha como jogar. O Fluminense com seu quarteto ofensivo, bem montado pelo ótimo técnico Cristovão Borges, fez do Palmeiras, em sua casa, uma presa fácil, tranquila, um time omisso e fragilizado pelos erros táticos de seu treinador

O mais impressionante nisso tudo, é que o jogo era em casa, segunda rodada, contra uma equipe em construção (quarto jogo de Cristovão Borges no Fluminense) diante de sua torcida, na volta à elite nacional sob seus domínios. O elenco alviverde é mediano, mas tem condições, se bem trabalhado, de ficar entre os 10 primeiros da competição. Porém, com omissão e deficiência tática, o Palmeiras luta mais uma vez contra o rebaixamento, ou posições intermediárias no Brasileirão.

Todo esse caso envolvendo Alan Kardec tem prejudicado e muito a Sociedade Esportiva Palmeiras. Não pela perda do jogador, e sim pelo foco da notícia. Grandes veículos de comunicação, na figura de seus jornalistas esportivos, esqueceram de falar do que realmente importa, o Palmeiras, os jogadores, o técnico que comanda a equipe e o padrão tático do time. Gilson Kleina e seus seguidos erros estão cobertos por essa fumaça mediana chamada Alan Kardec. Salvem-se quem puder.

O torcedor que realmente faz a diferença

                               O torcedor que realmente faz a diferença

Álvaro de Castro


Na última semana, a diretoria do Atlético Goianiense anunciou algumas medidas visando atrair mais público para seus jogos na Série B do Brasileiro de 2014. A principal delas é o carnê válido para todas as partidas do dragão campineiro como mandante. Por 250 reais o torcedor atleticano adquiri as entradas dos 18 jogos da equipe sob seus domínios. Em média o bilhete para cada partida sairá por 13 reais. Tal atitude dos representantes administrativos do clube ocorre após um Campeonato Goiano pouco atrativo e com ingressos a preços caríssimos, tanto para os padrões de qualidade do torneio, quanto do poder aquisitivo da população brasileira.

Os clubes nacionais, de modo geral, vivem um período de distanciamento do seu torcedor. Com a ascensão das arenas para copa do mundo, está cada vez mais caro acompanhar seu time do coração. Outros fatores, como a violência e o baixo nível técnico dos campeonatos podem servir de justificativa. Mas caso fossem bem trabalhado pelas autoridades e administração dos clubes, não serviriam de desculpa para os adeptos do esporte no país.

A elitização do futebol brasileiro é feita de modo desordenado e sem responsabilidade, pois não acompanha o real poder de consumo da população, muito menos dos verdadeiros torcedores de futebol. Com preços médios a mais de 20 reais, que pai pode levar seus filhos para o estádio? Com custos adicionais como transporte, estacionamento e alimentação, uma simples ida ao estádio na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, não sai por menos de 100 reais.

A maioria dos dirigentes anunciam que a alta nos preços do ingresso, visam a uma maior renda, o que, teoricamente, aumentaria o ganho financeiro do clube. Porém, no dito período do profissionalismo, da era do marketing esportivo, adotar a prática da alta dos ingressos, para conseguir maior poder de compra no mercado, soa bastante amador. As agremiações não devem tratar seus torcedores como mercadoria. A força de uma torcida que acompanha o time no estádio vale muitas vezes mais do que a renda teoricamente maior que o clube pode ganhar com preços “acima da média”.


Diante disso, a atitude da diretoria rubro negra é louvável, e deve servir de modelo para as outras equipes goianas que participam dos brasileiros séries A e B. Vila Nova e Goiás têm torcidas numerosas e apaixonadas, porém maltratadas por seus representantes. No âmbito regional e nacional, o futebol brasileiro passa por uma crise técnica e financeira, distanciar o público com ingressos há preços abusivos só contribui para o afastamento do torcedor, o que pouco a pouco, pode culminar na falência do futebol praticado no país.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Muito Além do Serra Dourada


Me recordo muito bem quando há uns dez anos atrás acompanhava jogos de Basquete no saudoso Ginásio Rio Vermelho, era o Universo/Ajax, time goiano que disputava ligas nacionais e sul-americanas, figurando rotineiramente entre as melhores equipes do país. Nunca vou esquecer, vi em quadra a maior lenda do basquete nacional, Oscar Schmidt.
Adeptos do basquete ou até mesmo curiosos pelo sucesso da equipe, lotavam o ginásio, principalmente nas fases de playoffs, era uma festa, a equipe conseguiu o terceiro lugar dois anos consecutivos, 2003 e 2004. Se voltarmos bem mais pra trás, vamos descobrir que a tradição do basquete goiano é antiga, vem desde o Vila Nova da década de 70, campeão nacional em 1973, campeão sul-americano em 1974 e terceiro colocado no mundial de basquete do mesmo ano. Fato é que o estado de Goiás tem tradição em outros esportes, não apenas no futebol, algo que está meio perdido desde o fim do Universo/Ajax (atualmente funciona como escolinha de basquete) .
Se no Basquete, aparentemente, ficaremos órfãos por um bom tempo, o mesmo não se pode dizer para o Voleibol. A equipe do ALFA/Monte Cristo está na liderança de seu grupo na Super Liga B, e joga entre os dias 07 e 09 de março a última rodada da fase de grupos do campeonato. Já garantido nas semifinais do campeonato, o Monte Cristo luta para garantir a primeira posição do grupo do A. Mesmo com pouca divulgação e jogando em um ginásio acanhado (Sesi Ferreira Pacheco), a equipe goiana jogou entre o dias 22 e 24 de fevereiro na capital goiana, obtendo duas vitórias e uma derrota.
Ainda é pouco, porém, pelo andar das coisas, Goiânia caminha para ter uma equipe na Super Liga A de Vôlei Masculino, o que seria muito bom para a cidade em si, mais eventos, entretenimento esportivo para a população. Com investimento maciço, bons pensamentos de marketing, desde a divulgação até a composição do elenco, Goiânia ganha e muito com o crescimento do Vôlei na cidade. Temos dois grandes Ginásios, que comportam grandes jogos, são eles, o Rio Vermelho, já citado, e o Goiânia Arena, pois é, ele não é só pra festa, é um complexo esportivo, muito mal utilizado, diga-se de passagem.
Que as federações, o governo e a iniciativa privada apoiem o esporte de alto rendimento em Goiás, além do entretenimento e da importância que o estado ganha esportivamente, temos o papel principal, que é despertar nos jovens o interesse pelo esporte, a vontade de praticar, de ver. Para isso, é claro, que políticas conjuntas entre governo, equipe e patrocinadores devem ser trabalhadas, para levar o esporte até as escolas, até as camadas populares da cidade. Quanto mais esportes tivermos acesso, melhor para a cidade, melhor para população. Não só o futebol, a questão é geral, que tenhamos mais Vôlei, Basquete, Handebol...Esportes.

Página do Monte Cristo: http://www.voleimontecristo.com.br/



segunda-feira, 4 de março de 2013

O FUTEBOL É DO POVO!


Poucos devem saber que torcida é essa que ilustra este blog, pois bem, começarei meu primeiro texto citando a maior média de público da Europa, do Borussia Dortmund, clube alemão, de uma cidade com pouco mais de 500 mil habitantes, com média de público superior a 80 mil pessoas, pasmem. Dito isso, pensem que a Alemanha é um dos países mais desenvolvidos do mundo, e que por isso os preços de ingressos para jogos de um clube de primeira divisão devem ser há preços exorbitantes (como exemplo, a Inglaterra), mas não, o Borussia, clube tradicional, atual bi campeão nacional, cobra de seus torcedores preços que variam de 9,30 a 50 euros (24 a 129 reais) para não sócios, e para quem, por exemplo, compre os ingressos de todos os jogos em casa do Campeonato Alemão, os ingressos custam de 5,50 a 40,30 euros.
  Pegamos um avião, atravessamos o atlântico, chegamos ao Brasil. País que em breve irá abrigar a maior festa do futebol mundial, a Copa do Mundo. Imaginem, final de semana, sol, Rio de Janeiro e São Paulo, três clássicos, em campo seis grandes clubes brasileiros, estádios com capacidade para mais de 45 mil pessoas, festa no "país do futebol". Realidade, três clássicos, as duas maiores cidades do país, menos de 20 mil torcedores nos três jogos. É óbvio, evidente, um país onde a maioria da população é de pessoas pobres (ou vocês ainda acreditam no saudoso BOOM econômico e na "ascensão" da classe c?), e cobra de seus torcedores mais de 40 reais em uma partida de futebol? Os cartolas no mínimo são ingênuos, agem de má fé ou são pouco inteligentes (adoro essa expressão), acredito em um pouco dos três, claro.

 O fato é que o futebol brasileiro vive a desilusão da profissionalização do futebol, onde por exemplo, o Fluminense resolve aumentar o preço dos ingressos, para assim, pressionar seu torcedor a se associar ao clube, uma bela jogada marketing, de deixar os estudiosos do marketing esportivo estarrecidos (na verdade, rindo de tamanha burrice), o resultado da brilhante ideia é fácil, menos de 20 mil pessoas em um jogo de Libertadores, campeonato que todos o clubes da América sonham conquistar. Como nem tudo são sombras, deixo a ressalva para a Copa do Nordeste, onde há preços no mínimo aceitáveis, temos a maior média de público do futebol brasileiro nos últimos anos, em campeonatos estaduais/regionais, cerca de 8 mil pessoas por jogo em média (longe do ideal), mas como exemplo, tivemos o jogo do Ceará frente o Asa de Arapiraca, com mais de 52 mil pessoas e ingressos na faixa de 30 reais. E ao clássico do norte brasileiro, paraense, Paysandu e Remo, mais de 40 mil pessoas.

  Alguém deve intervir, seja a Presidente Dilma, os torcedores consumidores ativos do esporte, quem quer que seja e possa. O futebol brasileiro tem que fugir da elitização, por diversos fatores, dois são básicos, as condições econômicas do país e de sua população e principalmente, a retirada do futebol das camadas populares, o que tira e muito a alegria, a festa, o riso dos estádios. Lembrando que elitização é diferente de profissionalização, o exemplo está no início do texto, com o Borussia Dortmund. Parto da premissa que o futebol não é teatro e o torcedor não é espectador. Termino meu primeiro texto como comecei: O FUTEBOL É DO POVO!




O INÍCIO!



     Sempre tive a vontade de criar uma página, onde eu pudesse escrever e opinar, compartilhando minhas visões sobre aquilo que considero a maior invenção do ser humano, o ESPORTE. Pode parecer meio estranho, dizer assim categoricamente, que o esporte é a maior invenção do ser humano, porém parto da ideia de que, existem poucas atividades humanas que mexam com tantas emoções ao mesmo tempo, seja com algumas, várias ou milhares de pessoas. Seja praticando, acompanhando, ou até torcendo desesperadamente. Logo, por achar que o ser humano é movido por suas emoções, considero o esporte o maior potencializador (ou catalizador) dessas emoções.
     No blog, estarei opinando sobre acontecimentos do meio esportivo, desde o esporte universitário, passando pelo âmbito nacional, até o internacional. É claro que o esporte mais comentado será o futebol, por ser o que mais acompanho, sei mais de suas regras e variações (táticas e técnicas), e principalmente, por ser o esporte que sou realmente apaixonado. 
     Então é isso, tentei sintetizar ao máximo (talvez, muito mesmo), o motivo do blog e as minhas intenções com ele, espero e pretendo ter assiduidade com as postagens. E claro que quem leia, opine, se manifeste, xingue ou mande qualquer tipo de opinião, essa será aceita, e por que não, discutida.