Poucos devem saber que
torcida é essa que ilustra este blog, pois bem, começarei meu primeiro texto
citando a maior média de público da Europa, do Borussia Dortmund, clube alemão,
de uma cidade com pouco mais de 500 mil habitantes, com média de público superior
a 80 mil pessoas, pasmem. Dito isso, pensem que a Alemanha é um dos países mais
desenvolvidos do mundo, e que por isso os preços de ingressos para jogos de um
clube de primeira divisão devem ser há preços exorbitantes (como exemplo, a
Inglaterra), mas não, o Borussia, clube tradicional, atual bi campeão nacional,
cobra de seus torcedores preços que variam de 9,30 a 50 euros (24 a
129 reais) para não sócios, e para quem, por exemplo, compre os ingressos de
todos os jogos em casa do Campeonato Alemão, os ingressos custam de 5,50 a
40,30 euros.
Pegamos um
avião, atravessamos o atlântico, chegamos ao Brasil. País que em breve irá
abrigar a maior festa do futebol mundial, a Copa do Mundo. Imaginem, final de
semana, sol, Rio de Janeiro e São Paulo, três clássicos, em campo seis grandes
clubes brasileiros, estádios com capacidade para mais de 45 mil pessoas, festa
no "país do futebol". Realidade, três clássicos, as duas maiores
cidades do país, menos de 20 mil torcedores nos três jogos. É óbvio, evidente,
um país onde a maioria da população é de pessoas pobres (ou vocês ainda
acreditam no saudoso BOOM econômico e na "ascensão" da classe c?), e
cobra de seus torcedores mais de 40 reais em uma partida de futebol? Os
cartolas no mínimo são ingênuos, agem de má fé ou são pouco inteligentes (adoro
essa expressão), acredito em um pouco dos três, claro.
O fato é que o
futebol brasileiro vive a desilusão da profissionalização do futebol, onde por
exemplo, o Fluminense resolve aumentar o preço dos ingressos, para assim,
pressionar seu torcedor a se associar ao clube, uma bela jogada marketing, de
deixar os estudiosos do marketing esportivo estarrecidos (na verdade, rindo de
tamanha burrice), o resultado da brilhante ideia é fácil, menos de 20 mil
pessoas em um jogo de Libertadores, campeonato que todos o clubes da América
sonham conquistar. Como nem tudo são sombras, deixo a ressalva para a Copa do
Nordeste, onde há preços no mínimo aceitáveis, temos a maior média de público
do futebol brasileiro nos últimos anos, em campeonatos estaduais/regionais,
cerca de 8 mil pessoas por jogo em média (longe do ideal), mas como exemplo,
tivemos o jogo do Ceará frente o Asa de Arapiraca, com mais de 52 mil pessoas e
ingressos na faixa de 30 reais. E ao clássico do norte brasileiro, paraense,
Paysandu e Remo, mais de 40 mil pessoas.
Alguém deve
intervir, seja a Presidente Dilma, os torcedores consumidores ativos do
esporte, quem quer que seja e possa. O futebol brasileiro tem que fugir da
elitização, por diversos fatores, dois são básicos, as condições econômicas do
país e de sua população e principalmente, a retirada do futebol das camadas
populares, o que tira e muito a alegria, a festa, o riso dos estádios.
Lembrando que elitização é diferente de profissionalização, o exemplo está no
início do texto, com o Borussia Dortmund. Parto da premissa que o futebol não é
teatro e o torcedor não é espectador. Termino meu primeiro texto como comecei:
O FUTEBOL É DO POVO!
Este
texto teve como fonte a matéria do site: http://espn.estadao.com.br/noticia/313793_barato-bom-e-lotado-borussia-dortmund-o-maior-sucesso-de-publico-da-europa
LINDOOO!!!!!!!!!!1
ResponderExcluirAlém de serem valores acima do que o brasileiro pode pagar, são valores que não refletem a qualidade do serviço, nós pagamos ingresso caro e quando entramos no estádio encontramos banheiros sujos,bebedouros estragados, falta de segurança...
ResponderExcluirExatamente, isso se torna mais uma fator agravante da situação. Os estádios brasileiros ficaram à margem durante décadas, parados no tempo. Concordo com a modernização deles, porém a forma que estão sendo feitas não agradam, na verdade, revoltam. A copa do mundo corre o risco de afastar ainda mais a grande massa dos estádios, já que depois da copa, teremos estádios (ainda poucos) modernos, e a tendência é só aumentar os preços, sem garantia de qualidade em campo e no serviço. Obrigado pelo comentário.
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